Artistas do Instagram

Nas vértebras desta nova era social existem diversas mídias de entretenimento e expansão de informação. Um destes apetrechos que vem ganhando mais adeptos dia após dia é o famosinho, INSTAGRAM. Eu particularmente o tenho a cerca de dois anos se não me engano, posto umas poesias autorais aqui, outras fotinhas preto e branco, outras meio coloridas por lá, mas selfie minha mesmo, não sou adepta desta geração. Porém, vagando rumo ao norte do descobrimento de expressões artísticas alheias, encontrei uma ilha de talentos que eu gostaria de compartilhar com vossas excelências.

Lista de perfis do Instagram:

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Sua doce menina

Querida amada, meu útero se contorce numa raiva descomunal. Nas veias o sangue borbulha, espirrando um liquido quente e altamente inflamável. Sinto a dor como um orgasmo interrompido, e praguejo para deus uma maldição tão fudida, que nem mesmo ele possa converter essas palavras.

Raiva hoje. Raiva amanhã. Raiva para sempre.

Faz sol lá fora, céu azul com muitas nuvens brancas… é estranho, só visualizo dor em cada uma delas. Hoje não será um bom dia, pois a lástima pela presença em vida me consome. Sabe, hoje foi dia de consulta com a psicóloga, e eu falei que estava tudo bem, e está? Ou eu queria que estivesse? Continue lendo “Sua doce menina”

Eu cansei

Não há pipoca para o filme da vida.

Não há Coca Cola ou Guaraná.

Não a jujubas ou chocolates ao leite.

Não há trailer nem spoiler.

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Mulheres negras rasgando o verbo através da poesia

Ninguém liga pra mulher ou pra sua dor…

–  Tawane Theodoro

 

Nasceu pobre, preto, se fudeu, não é ninguém…

– Victoria Maria

 

Parece que dos filhos de Deus, eu sou bastarda…

– Patricia Meira

 

Era cada rajada, cada pedrada, que a cada fala dessas manas empoderadas eu quase sai da batalha meio tonta e desnorteada. Três manas pretas e periféricas, soltando a voz na primeira edição do Slam Resistência do ano.

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Expondo a nudez

Eu só precisava enterrar seu corpo dentro do meu conotativo desejo, jogando suor em cima das flores que cobriam o ambiente do quarto pequeno.

Cabia somente a mim expor a nudez e elevar o fascínio do sexo a outro nível. E ela sabia, ou melhor sentia, que eu era bem capacitada para tal façanha.

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Ratona de Biblioteca

Um vinho, uns livros.
Hoje fui visitar a Biblioteca, Monteiro Lobato, que fica localizada no centro de São Paulo, especificamente: Rua. Gal Jardim, 485 – Vila Buarque, São Paulo.

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Imagem retirada da internet

A Biblioteca Infantil Municipal foi criada em 14 de abril de 1936, como parte de um amplo projeto de incentivo à cultura, elaborado por um grupo de intelectuais liderado por Mário de Andrade, então diretor do Departamento Municipal de Cultura. É a mais antiga biblioteca infantil em funcionamento no Brasil e precursora de outras similares, tanto no município como no interior do estado de São Paulo. Em 1955, a biblioteca passou a denominar-se Monteiro Lobato em homenagem ao escritor que tanto encanta crianças, jovens e adultos.

O local traz forte referência as obras do escritor, Monteiro Lobato, além de possuir uma pequena exposição com raridades da trajetória do mesmo.

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Eu – Fragmentada

Eu reuso todo meu cérebro constantemente para recriar coisas antes perdidas ou fases com nós jamais desfeitos. Às vezes, um trecho, vez ou outra um abismo, mas certamente uma racionalização transcendente de completa aventura.

Hora já fui fogo, chama de queimadura com alto grau de reversão. Hora sou água choca. Hora sou gás de tubaína. Hora sou rocha milenar. Entretanto, não sou santa e nem sou fã de um pau oco.

Dona de meu próprio corpo, fazedora de minhas próprias regras. Negra, lésbica, pobre, feminista, militante, idealizadora, apaixonada, devoradora de livros, escrevente de pensamentos sórdidos, amante da insônia, casada com a depressão, filha de mãe sem pai.

Por hoje é só… até semana que vem no mesmo bate blog!

|Quinta Poética|

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Filmes da Madrugada

Quarta-feira, 03:45 da madrugada.

O corpo cansado, fadigado pelo dia exaustivo do cotidiano. Aula maçante na faculdade, horas a fio no transporte público, uma fome que dilacera a alma e a expectativa de dormir solenemente após um dia cansativo.

Esse era o plano. Esse era meu maior sonho da vida. Mas não, absolutamente NÃO!

Nessa madruga eu assisti três filmes aleatórios no Netflix, imaginando eu que logo após o início do primeiro eu teria a grande sorte de capotar num sono profundo e despertar só hoje pela manhã, ‘’sonho meu’’. O primeiro passou, o segundo veio, e o terceiro rodou e incrivelmente eu ainda estava pilhada. Senhor… dai-me sono eterno.

E os indicados a insônia de 2017 são:

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Com amor, Mortis

Cara amada, lágrimas rolam sem eu saber o motivo de tal existência. Me permaneço agora perdida, mergulhada em ideias sortidas e devaneios conturbados. Olho ao redor de mim; escuridão.

Toneladas aconchegam-se em meus ombros e fazem moradia, por fim, prevejo outra noite acasalando-me com minha amante: insônia!

Hoje o dia foi perdido, as horas se baniram em minha vida, envelopada numa correspondência que jamais terá um destinatário. Em mim, órgãos doem sem doer, pedindo por uma falência causada pelo enterro de algum vício mortal qualquer… Continue lendo “Com amor, Mortis”