Me deixe ser a luz

Ei, tire os teus olhos cansados e os coloque para secar na janela.
Deixe com que a atmosfera da vida desamasse essa tua alma amassada.
Permita que teus ossos sintam um abraço daqueles que quebram saudades.

Ei, cuspa essa tua sorte que você insiste em mastigar feito carvão.
Não se preocupe com os fracassos do tempo.
Nem faça da chuva tua maior rival.

Ei, porque você insiste em esconder seu sorriso?
Por que você deixa teu coração andar cabisbaixo?
Por que você nunca deixa a esperança bater em sua porta?

Ei, o medo é aliado dos sonhos.
Mas sempre que você se sentir insegura,
Tente voar o mais alto que tua imaginação conseguir.

Ei, você sabe por que eu ainda estou aqui?
Por que ainda permaneço,
Mesmo você me trancando pra fora da sua vida?

Exato.
Eu sou a própria luz que você insistiu em apagar um dia.
Mesmo que a escuridão se faça presente
É só você clamar por uma salvação e eu logo irei resgatá-la.

Ei, coloque para dormir estes ombros cansados.
Tire os sapatos e deixe a natureza agir sobre seus pés.
Depois me confidencie,
Se teu único amor
Não é de fato tua jornada espiritual de sorte.

Com amor,
A luz que nunca te apagará.

Ao pensarmos no próximo esquecemos de pensar em nós.

Então, me questiono a todo momento…

Se não trabalharmos na obra que somos como poderiamos somar na evolução do próximo?

Nada no mundo se modifica sem antes a transformação e descontrução do eu antes do todo.

– Maria Vitoria 

Dia de Reblogagem

Você me conhece?

Hora nos perdemos em linhas vazias, e tentamos buscar a todo tempo uma inspiração para preencher a branquitude de linhas rasas e sem expressão. Vez ou outra nos flagelamos por não conseguirmos criar um texto que contenha mais do que uma palavra, e quase choramos ao pensar: – Eu não vou conseguir…

Nesses entraves de falta criativa eu não me martirizo mais, simplesmente deixo com que minha habilidade de criação escorra ralo a baixo e fique adormecida no esgoto, até o momento que ela achar digno sair de sua própria fossa e voltar novamente para a claridade das minhas ideias.

Assim sendo, nessas precárias faltas de criação eu me pego vasculhando toda a mágica de um belo texto de escritores desconhecidos e me surpreendo com os retalhos tão bem costurados de outros como eu, e penso comigo: – Não estou a sós.

 

E os indicados desta semana são:

Continue lendo “Dia de Reblogagem”

Sem medo de TEMER

Ontem eu não tive medo de chorar ao dizer que te amava.

Ontem eu não tive medo de dizer que sinto sua falta.

Ontem eu não tive medo de dizer tudo o que você representa pra mim.

Ontem eu não tive medo de andar de mãos dadas.

Ontem eu não tive medo de andar abraçada.

Ontem eu não tive medo de te beijar depois de muito tempo.

Ontem eu não tive medo do pôr do sol acabar.

Ontem eu não tive medo de dormir no seu ombro.

Ontem eu não tive medo de não conseguir te escrever.

Ontem eu não tive medo de ficar esperando você chegar.

Ontem eu não tive medo de sentir frio.

Ontem eu não tive medo de te paquerar.

Ontem eu não tive medo de dizer que queria fazer amor com você.

Ontem eu não tive de saber que você já está em outra.

Ontem eu não tive medo do seu abandono.

Ontem eu não tive medo de você.

Ontem eu não tive medo pela gente.

Ontem eu não tive medo de você dizer que me odeia.

Ontem eu não tive medo de ouvir você dizendo adeus.

Ontem eu não tive medos.

Ontem eu tive coragem de te dizer o que eu sinto, sem medo de ser apenas eu.

Por que as flores morrem?

Me lembro do seu quintal de flores e daquela rosa branca que você teve dificuldades de arrancar da roseira e acabou cortando toda a delicadeza das tuas mãos ao me entregar uma flor.

Foi a primeira vez na minha vida que eu ganhei uma flor de alguém.

Te confesso que cuidei dela com tanto zelo, mas infelizmente, ela morreu…

As flores morrem tão cedo, não é mesmo?

Às vezes eu paro em frente ao seu portão só para apreciar seu jardim e fico ali relembrando aquela noite, aquela rosa, o seu sorriso e a minha reação.

Por que as flores morrem e as lembranças ferem como espinhos de rosas brancas?

O tempo é meu inimigo?

Eu mesma já não sei de mim. Tenho vagado pelas ruas do centro olhando os relógios digitais espalhados pela cidade só esperando o tempo me dizer que está na hora. E eu fico a imaginar, que hora é essa? Hora de quê? Pra quê?

Sigo trilhas de bitucas de cigarros e isso me faz lembrar que pessoas morrem de câncer, mas mesmo assim o câncer não é tão deprimente quanto morrer pela falta de tempo. Continue lendo “O tempo é meu inimigo?”

Dia de Reblogagem

Você me conhece?

Essa é a segunda semana que eu venho trazer para vocês o Dia de Reblogagem que nada mais é do que um dia dedicado ao compartilhamento do trabalho de novos autores.

Afinal, somos uma gama imensa de pura criação e arte e por que não mostrar isso para um número maior de pessoas para que todos possam ver a imensidão de talento que nos cerca?

Sendo assim, as indicações do dia são:

Continue lendo “Dia de Reblogagem”

E o tempo levou…

– Me ocorreu que os anos passaram pra mim.

– Os anos passam pra todo mundo, não tem jeito mesmo.

– E o que eu fiz da minha vida? Aonde eu estava quando ela passou?

– Você tava no mesmo lugar, se fazendo a mesma pergunta.

– Então é isso?

– Sim meu amor. A vida te passou ligeira e você nem se tocou.

Site hospedado por WordPress.com.

Acima ↑

%d blogueiros gostam disto: