Sabotando o caos?

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Sabotando o caos para não padecer na loucura?

Qual a origem disso afinal?

Pois bem, adiante…

Desde os primórdios, nós seres humanos possuímos a extrema necessidade de nos aventurarmos e ingressarmos em experiências de transcendências jamais experimentadas por outros seres, diante disso, consequentemente vivemos nos arriscando por novidades que buscamos a todo custo, conseguir quantidades exacerbadas de prazer duradouro e nostalgia eterna. Perante a estes fatos, as minhas necessidades humanísticas não seriam diferentes.

Em meados de 2014, uma espécie de comichão me comia a carne e cuspia os ossos, uma coceira de outras galáxias que me fazia pensar, agir e principalmente respirar em prol da escrita. Mas como assim? Todos vocês devem estar se perguntando. Oras, eu lhes respondo…  Afinal, o que seria de nós se antes de dizermos nossas primeiras palavras como: ‘‘PLAYSTATION e IPHONE” não pensássemos em querer dizer: ”POESIAAA.” Observando a vida desta perspectiva, que aliás, nada comprovada cientificamente, eu me pus a pensar, tramar e principalmente, amar a escrita, antes mesmo de falar ou começar a escrever.

Uma memória muito constante atualmente, mas esquecida por décadas, é de quando eu tinha sete anos de idade. Naquela época, na primeira série, a professora passou para a classe uma daquelas redações com o tema minhas férias. Então, de acordo com o tema proposto, era de se esperar que as crianças descrevessem com suas habilidades cognitivas e imaginação fértil suas experiências durante o período de recesso escolar. Pois bem, diante daquele tema e de uma folha em branco, como sempre eu não tinha nada para ”descrever”. Eu não tinha sobre o que contar de minhas férias, afinal tinham sidas tão chatas e monótonas que resolvi então criar uma versão premium para aquela tarefa. Inventei uma puta trama, com enredos e personagens, cenários e tudo o que tinha direito, uma fantasia bem geniosa que eu adoraria que tivesse sido verdade. Ao final da aula, eu fui a última a entregar minha redação, eu sempre fora a última em tudo em todos os meus anos escolares, mas enfim… naquele dia, após o soar do sinal para o fim das aulas, a professora Maria Lúcia, me pediu para que eu ficasse mais um pouco, pois ela queria conversar comigo sobre a minha redação. Putzzz, naquela hora eu pensei: eu escrevo tão mal e invento coisas tão feias que ela vai chamar a minha mãe aqui na escola e vai brigar comigo! Mesmo assim, consenti com seu pedido e esperei que todos fossem embora e me dirigi até sua mesa para levar a bronca que eu merecia. Segui cabisbaixa e em nenhum momento se quer olhei para os olhos dela com medo de sua fúria.

”Vitoria, dá onde você tirou essa história que você me entregou?”

”Da minha cabeça professora. Eu sei que eu não deveria ter escrito isso, me desculpa, não vou escrever mais essas coisas.”

Ela ficou cerca de 30 segundos em silêncio me observando toda envergonhada e morrendo de medo.

”Não, Vitoria. Nunca mais repita isso. Você criou uma história muito boa, eu fiquei surpresa como uma criança da sua idade tem uma mente tão fértil e possa escrever uma redação tão bem boa. Nem parece que você tem sete anos de idade.”

Naquele instante, um estopim foi criado. Sem eu ter muita noção dos fatos ainda, eu sabia que no fundo eu não era tão burra como todos alegavam que eu era e que um dia todas as minhas histórias fariam um sentido maior para mim mesma do que aquela mera redação no ano primário.

Diante desse fato, passei minha vida toda devaneando sobre as coisas da vida, traçando rotas de fuga no papel para que eu não enlouquecesse com o caos do mundo ao meu redor. Porém, houve períodos muito turbulentos, anos muitos difíceis e experiências enlouquecedoras.  Hoje em dia, tudo o que eu faço fora seguir os conceitos de humanidade, é botar no papel tudo o que eu sinto e tirar da mente tudo o que me perturba. E a partir daí, trago aqui neste espaço uma nova forma de montar esse quebra-cabeças que é a mente, reformulando a ideia de vida e tentando a todo o custo; ”sabotar o caos para não padecer na loucura.”

Caros leitores. Este é o conceito ‘’não filosófico’’, para o termo: sabotando o caos para não padecer na loucura. Espero que gostem do espaço e sintam-se à vontade para deixar seus comentários, dúvidas e queixas com relação as postagens aqui escritas.

Com amor:

 Aquela garotinha da primeira série.

 

 

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