Alma negra

Queria eu que a faca quente

desmanchasse a cor negra

de minha pele fria.

Mesmo gástrico e estridente

gostaria muito de ser por dentro

um oceano de gotas vazias.

Calejar os pés em rachaduras,

despentear os fios ralos

e secos da cabeça,

abocanhar as incertezas

ajoelhada em prantos

em cima de minha alforria.

Ventre jorra mar vermelho,

cuspindo fogo pelas brechas cavernosas,

fazendo da mente triste desfecho

falecendo o peito em agonia a toa.

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