Me deixem queimar o arroz no fundo da panela

Agora são exatamente, 09:55. Olho pela varanda o amontoado de casas a minha frente e penso no quanto eu tenho que lavar os cabelos, mas, infelizmente por si só eles não se lavam. Estou sentada aqui observando esta manhã de sol e me entorpecendo com o barulho urbano desde as 08:00 am.

Sabe, faz aproximadamente uma semana que venho tentando encontrar alguma coisa bacana pra ler, um blog interessante para acompanhar, uma novidade que me deixasse com um puta tesão a ponto de eu ter que ir preparar o almoço pra minha namorada mas deixar o arroz queimar e grudar no fundo da panela porque não conseguiria me desgrudar das palavras tesudas de algum novo escritor. 

Vai daqui, vem dali… achei um ou outro na caminhada como: Dilvo Rodrigues, Thiago Annderson, Iatamyra Rocha, Mararomaro, Darlene, Paulino e Clara dos Anjos. Todos com suas particularidades e seus modos de abraçarem as palavras. Mas, eu necessito de mais.

M – A – I – S. Muitos mais: poetas, cronistas, contistas, fanfarrão, beberrões, adoradores de pôneis, amantes da morte, esquisitões, andarilhos e por ai vai…

Eu preciso de essência própria, de palavras que atravessem a vastidão de si mesmas e que se alojem em loucuras insanas. Escritos que me façam perder a noção de tempo e espaço, que me deixe com a bunda flamejante de tanto ficar sentada lendo suas coisas. Dores que doam através dos versos e realidades cruas que jamais poderão ser cozidas.

panela
penico de novidades

Então se você que lê este desabafo e tem alguma indicação de:

  1. Blog Pessoal
  2. Site
  3. Livro
  4. Instagram
  5. Pagina de Facebook
  6. Twitter
  7. Wattpad
  8. Recanto das letras
  9. Academia de Contos
  10. Caderno velho

ou QUALQUER outro meio que seja para me indicar e me mostra um leque novo de possibilidades para leitura, irei ficar em divida contigo.

Não é que eu seja chata, critica ou qualquer outra parada, mas é que pra sentir TESÃO a coisa tem que ser boa.

Paz!

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19 comentários em “Me deixem queimar o arroz no fundo da panela

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  1. Eu sou nova nisto de Blogs… e o seu foi o primeiro que me chamou a atenção pelo título… é claro ahahah Na minha opinião, um bom título tem que chocar ou então ser chocado ao ponto que o cérebro do destinatário tenha um reflexo no dedo.
    Não tenho nada para recomendar… Não costumo ler…(vou começar)
    Eu sei!! É grave… mas queimar o arroz também ahahah

    Ahh Vê o filme “Day Dream Nation” vi ontem e gostei 😉
    Bejos

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    1. Sarah… Obrigada pelos elogios. Acredito que títulos que nos deixam instigados são a melhor forma de conhecer algo incrível hahaha

      Vou assistir este filme que você recomendou. Aliás, assista Old Boys, o assisti ontem e é um filme muito inteligente.

      Crie o hábito da leitura, um pouco de cada vez, um título interessante por dia rsrs.

      Tenha um ótimo dia ensolarado mana. Bem vinda ao blog.

      Curtido por 1 pessoa

  2. Gratidão!!!! só vi isso hoje! Olha, se for comprar um livro, então compre a obra literária completa bilingue do Federico Garcia Lorca. O cara era o fodão da poesia. Melhor livro que tenho. Romance, eu gostei de muitos, mas eu gostava do Egipcio de Mika Waltari, vai ter que procurar nos sebos, e tem lá umas 700 páginas. Blog eu recomendo o https://giovannaromaro.com/ minha filha por sinal, em suas grafias visuais. Beeijos!

    Curtido por 1 pessoa

  3. Por coincidência, abri o seu blog e deixei o arroz queimar.
    Perco horas, dias, semanas, lendo um tumblr chamado “excerpt from a book I’ll never write” – Tirei muita inspiração dai pra minha categoria de “Cartas que nunca mandei”. O único downside é que é em inglês.
    Um blog em português que eu gosto muito é o do Victor Freitas (https://www.instagram.com/viktorfreitas/), ele tem uma conversa massa com algumas pessoas aleatórias e coloca no instagram. O blog dele, Café com Vito, é bem daora – https://medium.com/cafecomvito .
    Desejo que você queime seu arroz

    Curtido por 1 pessoa

  4. Vc gosta de Literatura Fantástica? Recentemente li uma releitura sobre o Rei Arthur de Bernard Cornwell, realmente foi um dos melhores livros que já li, resgatou todo minha paixão pela escrita, espero que dê uma pesquisada sobre e curta tbm.
    Ah! Obrigado pela visita em meu Blog!
    Abraços!

    Curtido por 1 pessoa

    1. Paulinho, obrigada pela indicação. Vou dar uma pesquisada com certeza e depois te falo o que achei. Irei aparecer em seu blog mais vezes, existem conteúdos interessantes por lá. Grande abraço!

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  5. Gosto muito dessas aberturas, não tem nada mais chato que estar sempre em volta das mesmas coisas. Vou te indicar as últimas coisas que mexeram comigo nos últimos anos.

    O mangá Oyasumi Punpun. Tem aqui ó: https://shinsekaiscans.wordpress.com/oyasumi-punpun/
    Comecei a ler quando entrei no mestrado e depois que acabei a leitura comecei a escrever um ensaio sobre ele que tá engavetado a um ano pelo menos, mas vai sair. É basicamente um mangá sobre pessoas deslocadas, sobre aquele menino que senta no fundo da sala, esquisitinho, que a gente nem lembra mais o nome. Não vou dar nenhum detalhe a mais e recomendo que nem procure resenhas também, te convido a ler um único volume e ver se a experiência te choca ou não.

    Tem uma série que me fez pensar bastante, principalmente porque faço parte do planetinha das pessoas que tem transtornos de humor, e que se chama Rectify. É um drama sobre um rapaz que ficou vinte anos no corredor da morte por uma acusação de assassinato e estupro, sendo que a série é sobre como isso reflete nele como ser humano e nas pessoas ao redor. Gostei muito e felizmente acabou bem.

    Na pedagogia tem uma autora ótima que me abriu um pouco os olhos sobre as generalizações que a gente faz do conceito de “elite”. Ela escreveu um livro só sobre vários perfis educacionais que existem para ricos e me fez pensa o quanto realmente não sabemos do que estamos falando quando dividimos a política entre burguesia e proletariado ou coisas assim que escondem o dado empírico. Chama-se “A escolarização das elites”, da Maria Alice Nogueira.

    Um documentário brasileiro incrível sobre o problema da polícia versus criminalidade: “notícias de uma guerra particular”, do João M. Salles, fiquei um bom tempo pensando na cena em que o delegado fala sobre honestidade e que, na verdade, nós queremos mesmo é a corrupção.

    Um curta que amei ao ver e depois fiquei indicando para ser os outros viam mas ninguém viu: “O sanduíche”, do Jorge Furtado (tem no youtube, eu acho). Ele é um cubo mágico sobre cinema, TV, gostei muito do conceito.

    O último livro que li que me deu a sensação de estar diante de uma obra magnífica: Fogo morto, do José Lins. Ela é tão claramente estupenda que eu não porque não é muito divulgada.

    Claro que a gente sempre tem o que indicar, mas acho que essas foram as últimas coisas que me fizeram mudar meu olhar sobre o mundo de forma significativa, ou que ascenderam aquela chama de interesse pela vida que, às vezes, a gente experimenta.

    Se quiser me fazer indicações também, ficarei muito feliz em acolhê-las.

    Um abraço

    Curtido por 2 pessoas

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