Mulheres negras rasgando o verbo através da poesia

Ninguém liga pra mulher ou pra sua dor…

–  Tawane Theodoro

 

Nasceu pobre, preto, se fudeu, não é ninguém…

– Victoria Maria

 

Parece que dos filhos de Deus, eu sou bastarda…

– Patricia Meira

 

Era cada rajada, cada pedrada, que a cada fala dessas manas empoderadas eu quase sai da batalha meio tonta e desnorteada. Três manas pretas e periféricas, soltando a voz na primeira edição do Slam Resistência do ano.

 

  • Toda primeira segunda do mês na Praça Roosevelt. No escadão da Roosevelt com a Rua Augusta.
  • Slam é uma competição de spoken word, de poesias faladas. O poeta apresenta seus textos em até 3 minutos, sem utilização de objetos cênicos e acompanhamento musical.
  • O SLAM RESISTÊNCIA VEM NA SINTONIA DOS PROTESTOS, DOS MOVIMENTOS SOCIAIS E DO ENFRENTAMENTO POLÍTICO ATIVO EM DEFESAS CULTURAIS/SOCIAIS, SÓCIO-AMBIENTAIS E CONTRA TRUCULÊNCIA DO ESTADO PARA COM OS MANIFESTANTES!

Antes de ser contra o feminismo e tachar as feministas de vitimistas ou nazistas que querer caçar os homens e mudar a estrutura da sociedade em prol das vontades da mulher, se liga nessa visão da Tawane Theodoro.

 

Quando você nasce preto e pobre você já nasce condenado a não ser ninguém. Você só é mais um Silva, que a estrela não brilha… será? É essa história que a Victoria Maria nos conta em sua poesia.

 

O que você diria se o seu Deus se apresentasse diante de você diferente do que você conhece? Sendo ‘’ele’’, MULHER, PRETA, PERIFÉRICA E LÉSBICA? Quase cai para traz nessa fala da poderosa Patricia Meira.

 

A mulher está a cada dia mais em cena, o tempo todo em evidência, todo santo dia mostrando que ser mulher é luta, é resistência.

Nossas vozes não mais serão caladas, pois vocês nos vetaram a liberdade do grito de independência e isso a gente não pode mais aturar. A gente veio cobrar todas as regras impostas, todas as colocações indevidas, todas as fragilidades que vocês nos disserem que tínhamos, mas não, definitivamente, não mais!

 

LUTAR E RESISTIR

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6 comentários em “Mulheres negras rasgando o verbo através da poesia

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    1. Exato. Tem que soltar a voz e gritar aos quatro ventos para que toda a sociedade esteja ciente de que as negras perifericas também são uma forma de representação. LUTAR E RESISTIR sempre, contra a hipocrisia e preconceito do país.

      Curtido por 1 pessoa

  1. Frequentei tanto a praça Roosevelt quando cheguei a Sampa. Adorava sentar num banco da Igreja da Consolação e apreciar o silêncio antes de ir ao teatro. Adoro a filosofia dos tempos.
    E adorei esse post, a lembrança que transbordou aqui e a certeza de que o caminho paga nos mulheres ainda é longo, mas vale a pena caminhar.

    Já reservei um exemplar aqui paga você. Bacio

    Curtido por 1 pessoa

    1. Antigamente era um silêncio gostoso de se apreciar, hoje em dia a praça Roosevelt virou uma pista de skate e vive cheia a semana toda. É uma energia diferente, porém super válida. Estou ansiosa para ver este exemplar 💜

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