Reticências de Nós

Nossas falas estão ausentes já faz um tempo

Nossas mãos estão ausentes já faz um tempo

Nossos olhos estão ausentes já faz um tempo

Nossas bocas estão ausentes já faz um tempo

 

Quando o telefone toca e do outro lado eu ouço; silêncio,

Permaneço breve, intacta

Enquanto você, breve, muda.

 

Vez ou outra consigo te reexistir em meus sonhos

E neles a despedida não se tornou um adeus eterno

Por que ironicamente ainda sorrimos juntas

Segurando a mão uma da outra como um ato de promessa.

 

Sabe, não posso viver só de ausências e sonhos

Talvez a vida seja mais do que isso

Quem sabe eu mereça bem mais do que isso.

 

Cada passo dado

Cada corpo selado

Cada fala dita

Hoje nada mais é

Pois nada mais somos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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11 comentários em “Reticências de Nós

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  1. Maria Vitória, desde a sua visita ao meu blog, eu venho acompanhando suas postagens e sempre me sensibilizo e me identifico com sua escrita!
    “Vez ou outra consigo te reexistir em meus sonhos…
    Quem sabe eu mereça bem mais do que isso.
    … Pois nada mais somos”
    Esse poema é um daqueles casos de identificação hehehehe
    Seu blog é encantador!
    Luz

    Curtir

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