Cafés, poemas e saudades

As noites se tornam tão frias quando eu não tenho sua xícara de café ao lado da minha.

Quando as ideias se dissipam e se mesclam com o aroma dos grãos que nos abraçavam enquanto nossos olhos se beijavam por toda uma madrugada.

Sem falar dos corpos, corpos estes que eram puro embolo, cheio de nós e cores, e listras e gostos.

É engraçado como todas as manhãs desde que você se foi jamais amanheceram ensolaradas novamente.

Agora passo meus dias olhando pela janela, escrevendo poemas tristes e imaginando por onde seus pés caminham que não mais é no parapeito de minha alma.

Sei lá, aonde quer que você esteja, você deve estar bem, mesmo longe de mim e de todas as obras de arte que nós criamos juntas.

No fundo da gaveta esquerda ainda há brincos seus, existe uma rosa murcha num vaso seco e um novo pires foi comprado, só para cimentar a saudades de você que eu sinto.

Obrigada pelas inúmeras xícaras de café e das conversas malucas sobre alienígenas e as bizarrices do universo.

Eu e minha loucura sentimos sua falta. Com amor, sua eterna poetisa solitária.

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9 comentários em “Cafés, poemas e saudades

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