Com amor, seu picolé barato

Carolina, cimento meu próprio estômago com fel amargo para poder encobrir uma devastação gigantesca de incredulidade.

Tudo me cansa, as vezes me sinto vazia como um projétil de arma perdido nas vielas, vez ou outra me sinto vazia como a mente de alguns imbecis.

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Sua grande novidade

Minha querida, eu estive pensando… por onde andam as mulheres que já estiveram em minha cama? As que se aconchegaram em meu peito? As que disseram que me amavam?

Por quantos corpos mais elas se perderam até se encontrarem aonde estão agora? Quantas loucuras profanas elas tiveram que se submeter em troca de um pouco de amor ou uma trepada sem graça com um pouco mais de cinco minutos de duração? Continue lendo “Sua grande novidade”

Sua doce menina

Querida amada, meu útero se contorce numa raiva descomunal. Nas veias o sangue borbulha, espirrando um liquido quente e altamente inflamável. Sinto a dor como um orgasmo interrompido, e praguejo para deus uma maldição tão fudida, que nem mesmo ele possa converter essas palavras.

Raiva hoje. Raiva amanhã. Raiva para sempre.

Faz sol lá fora, céu azul com muitas nuvens brancas… é estranho, só visualizo dor em cada uma delas. Hoje não será um bom dia, pois a lástima pela presença em vida me consome. Sabe, hoje foi dia de consulta com a psicóloga, e eu falei que estava tudo bem, e está? Ou eu queria que estivesse? Continue lendo “Sua doce menina”

Com amor, Mortis

Cara amada, lágrimas rolam sem eu saber o motivo de tal existência. Me permaneço agora perdida, mergulhada em ideias sortidas e devaneios conturbados. Olho ao redor de mim; escuridão.

Toneladas aconchegam-se em meus ombros e fazem moradia, por fim, prevejo outra noite acasalando-me com minha amante: insônia!

Hoje o dia foi perdido, as horas se baniram em minha vida, envelopada numa correspondência que jamais terá um destinatário. Em mim, órgãos doem sem doer, pedindo por uma falência causada pelo enterro de algum vício mortal qualquer… Continue lendo “Com amor, Mortis”

Menina Sofrida

Cara companheira, hoje eu te confesso que vivenciei um passado tão deprimente e solitário quanto uma tragédia fatídica e desconcertante.

Uma caixa revestida de luzes de Led. Um oxigênio maçante, uma neutralidade inexistente. Lágrimas teimavam em cair, molhar a camiseta, molhar as digitais dos dedos e embaçar as lentes de meus óculos. Assim que eu pisei naquele solo, algo em mim afundou-se tão profundamente em meu peito que até o presente momento não consegui expulsar. O relógio marca 22:17h. A cidade lá fora segue seu percurso e, aqui dentro de mim as memórias bailam acompanhadas da morte. Continue lendo “Menina Sofrida”

Sua companheira para todas as horas

Amor,

Eu a estimo tanto. Hoje pela madrugada, pensei deveras em ti. Meu amor, minha graciosa companheira, hoje é um dia de certa angústia admito, sinto meu coração inquieto e as emoções pisotearem minha mente. Uma inquietação toma conta de meu semblante, me remetendo a memórias passadas, a fatos já consumados. Penso em toda a minha vida, exclusivamente sobre as privações de mim mesma. Confesso-lhe, lágrimas rolam quentes face abaixo, inundando o travesseiro. Sabe meu amor, tenho toda uma vida na inconsistência de incertezas, de medos enfadonhos e mutilações emocionais do próprio ser. Está noite, acometida mais uma vez pela insônia, pensei em diversas coisas que reforçaram ainda mais minha madrugada em claro. Lembrei-me de muitas coisas que gostaria de compartilhar-lhes aqui contigo, para que meu peito se esvazie e minha consciência adormeça. Continue lendo “Sua companheira para todas as horas”

Cartas para Carolina

Amor,

Eu a estimo tanto. Hoje pela madrugada, pensei deveras em ti. Meu amor, minha graciosa companheira, hoje é um dia de certa angústia admito, sinto meu coração inquieto e as emoções pisotearem minha mente. Uma inquietação toma conta de meu semblante, me remetendo a memórias passadas, a fatos já consumados. Penso em toda a minha vida, exclusivamente sobre as privações de mim mesma. Confesso-lhe, lágrimas rolam quentes face abaixo, inundando o travesseiro. Sabe meu amor, tenho toda uma vida na inconsistência de incertezas, de medos enfadonhos e mutilações emocionais do próprio ser. Está noite, acometida mais uma vez pela insônia, pensei em diversas coisas que reforçaram ainda mais minha madrugada em claro. Lembrei-me de muitas coisas que gostaria de compartilhar-lhes aqui contigo, para que meu peito se esvazie e minha consciência adormeça. Continue lendo “Cartas para Carolina”

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