Acabei de escrever meu livro, onde publicar?

Como posso mostrar minha criação para o mundo?

Você escreve a anos e sempre teve o sonho de publicar um livro mas não faz ideia de por onde começar? quem contatar? pra quem enviar ou como funciona todo esse processo? Realmente, é um caminho árduo… Escrever um livro, qualquer um pode escrever, basta ter disposição e criatividade, mas publicar um livro é outra historia…

Pensando nisso, resolvi trazer para vocês que são escritores como eu, uma nova alternativa de publicação de nossas obras. Continue lendo “Acabei de escrever meu livro, onde publicar?”

Você não me rega mais

Caminhei muito tempo por aqui indo ao encontro seu.

As vezes tarde da noite.
As vezes no meio da tarde.

Eu trazia junto comigo um velho sorriso jovem,
Mas para você isso jamais foi o suficiente.

Confesso que sempre fui insegura,
E nunca levei fé na reciprocidade das nossas emoções.

Eu nunca sabia ao certo o que dizer,
Então as vezes eu lhe trazia poemas,
Ou até um rabisco simples
Num pedaço de papel qualquer…

Não era muito
Mas era tudo o que eu tinha a te oferecer.

Eu aprendi a conversar com teus olhos
E eles sempre falavam o que sua boca nunca me dizia.

Sim, eu me apaixonei.

Agora eu não sei ao certo,
Se foi pelo modo que você fazia eu me sentir jovem.
Se foi pelo modo como você me ganhava quando me abraçava com um olhar.
Se foi pelo sorriso.
Ou até,
Por todas as vezes que você colocava a mão no meu peito me pedindo para ir embora.

Eu não sei.

Dizem que eu falo demais.
Dizem que eu penso demais.

Dizem…

Mas ninguém nunca falou que eu sinto demais.

Que eu me entrego demais
Que eu amo tanto
Que tudo o que eu toco
Vira um poema.

Ontem de madrugada eu passei por aqui,
Não tinha ninguém
Apenas um homem dormindo ao relento
No mesmo lugar que eu costumava ficar
Quando te esperava sair só pra te entregar um pedaço de mim.

Ah, sim.
Já ia esquecendo…

Vi seu vaso de flores amarelas essa manhã,
Elas são realmente lindas
Seria bem legal se você pudesse
Ao invés de água rega-las com essa minha poesia de despedida.

Eu errei.
Erramos.

Adeus.

 

Dia de Reblogagem

Você me conhece?

Quantas vezes postamos aquele baita texto, cheio de riqueza e lindamente bem estruturado e soltamos ele pelo mundo na esperança de atingirmos os corações alheios? Ou quantas vezes mostramos nossas obras de arte para algum conhecido ou familiar e ninguém dá bola ou entende nossa essência?  Continue lendo “Dia de Reblogagem”

Diálogos Sobre a Criação Divina 

 

– Há certas coisas que não há como evitar.

– Como o que, por exemplo?

– Morte, e sexo sem compromisso.

– E as demais coisas?
– Que demais coisas?

– Oras, as reuniões em família, festas de natal e velórios?

– Acho que há muito mais coisas por ai para classificarmos.

– Sempre há milhares de coisas. Afinal, a droga do mundo não foi construído em apenas um dia, não é mesmo?

– Uns dizem que foi em sete.

– E o que você acha que rolou nesse período?

– Acho que o mundo foi desconstruído.

– O quê?

– Desconstruído.

– Por que você acha isso?

– Para pra pensar… Se o mundo todo foi criado em sete dias o que restou para Deus fazer nos outros 358 dias?

– Ele descansou.

– Não, ele destruiu toda aquela criação. Ele estava só, se sentia solitário. Adão e Eva não atenderam as expectativas dele. Ninguém atendeu.

– Você não está sendo radical?

– E você, nunca pensou além daquilo que te ensinaram?

– Você está louca. Tá chapada. Bebeu demais.

– Essa é sua única respostas?

– Você está fora de si.

– Essa é sua única resposta?

 

O silêncio se fez concórdia. Servi mais duas doses. Apalpei os pelos mortos do gato. Olhei pela janela a fora e pensei; nenhum diálogo é tão ruim que não possa chegar a um impasse imparcial.

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Carta ao Pai

O espetáculo Carta ao Pai estreado em 2006 pela Cia. Carne Agonizante tem como referência a obra homônima de Franz Kafka, escrita em 1919. A nova temporada é de 23 de junho a 16 de julho de 2017 no Kasulo Espaço de Cultura e Arte. Concepção, direção e dramaturgia de Sandro Borelli.

Na carta, que nunca foi enviada ao destinatário original, Kafka expõe toda a sua mágoa em relação ao pai autoritário, que ele chama de “tirano”. “O espetáculo é a tentativa de dissecar o conteúdo emocional e/ou espiritual de uma ação, de um gesto, de um olhar, de uma situação ou de uma atitude que seja índice de mistérios do drama humano. É espelho vivo, é o ato doloroso de se ver e não se reconhecer. É drama na estrutura da Dança”, conta Sandro. Continue lendo “Carta ao Pai”

Mãe, eu sou lésbica e parcialmente feliz.

Lembra aquele dia que você me obrigou a usar um vestido justo e curto e verde de alças finas, e eu chorei como se o mundo fosse acabar numa morte trágica e fatídica, então, mãe?

Continue lendo “Mãe, eu sou lésbica e parcialmente feliz.”

Fragmentos sobre ELA

Sinto o peso que os calafrios me trazem quando penso no amor como algo novo.

Logo eu, que prometi a mim mesma nunca mais entregar meu coração solitário nas mãos amputadas de alguém sem complacência com os sentimentos alheios. E olha eu aqui, escrevendo sobre a novidade que nos engasga toda vez que pigarreamos sobre os efeitos de outra pessoa em nós.

Continue lendo “Fragmentos sobre ELA”

Cafés, poemas e saudades

As noites se tornam tão frias quando eu não tenho sua xícara de café ao lado da minha.

Quando as ideias se dissipam e se mesclam com o aroma dos grãos que nos abraçavam enquanto nossos olhos se beijavam por toda uma madrugada. Continue lendo “Cafés, poemas e saudades”

Tem uma Segunda na minha Terça-Feira

Algumas segundas-feiras são solitárias
e você se pega tomando cerveja às 9:30 da manhã
enquanto encara alguns amendoins velhos e rançosos.

O sol bate no parapeito da sua janela
mas pela primeira vez em sua existência
tudo o que você deseja é chuva. Continue lendo “Tem uma Segunda na minha Terça-Feira”

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