Não seja RACISTA

MULHERES

Em 2015, cerca de 385 mulheres foram assassinadas por dia. A porcentagem de homicídio de mulheres cresceu 7,5% entre 2005 e 2015, em todo o País.

As regiões de Roraima, Goiás e Mato Grosso lideram a lista de estados com maiores taxas de homicídios de mulheres. Já São Paulo, Santa Catarina e Distrito Federal, ostentam as menores taxas. No Maranhão, houve um aumento de 124% na taxa de feminicídios. Continue lendo “Não seja RACISTA”

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Sobre abismos e lacunas

– É uma rosa rubra a autora dessas linhas

“Você nunca vai aprender a ler e a escrever. Você é burra demais pra isso, eu desisto de ensinar alguma coisa pra você garota.”

Engraçado como essa frase ainda me acompanha. Como depois de tantos anos eu ainda posso ouvir em meus ouvidos as palavras duras e cruéis de M. Continue lendo “– É uma rosa rubra a autora dessas linhas”

Derivações de uma sexta-feira

3:12 da manhã. O sono não me invade, ao contrário, me mutila a mente, me castiga a carne. Penso nas atrocidades da vida, na personalidade e no egocentrismo das pessoas, em idas ao psicólogo, em porres de cerveja, em lâminas rasgando meus pulsos.
 
Tudo, tudo agora gira em torno de meu egoísmo, desde as garrafas desalinhadas até as pequenas coisas escritas em papeis amassados dentro das gavetas de minha escrivaninha, tudo gira em torno de meu egoísmo de certa forma.

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— escuto o silêncio de boca-a-boca, de porta-a-porta

As portas soam como sinos de fabricas. Os cartões de ponto são demarcados e a liberdade atinge peitos dilacerados pelas horas hostis e deprimentes.

Atraso por atraso e os segundos correndo contra minha própria vida. Precisei pegar um ônibus qualquer para chegar até o centro, meu estomago doía pelos milésimos percorridos, encontrei bilhetes na mochila que tinha ganhado de um morador de rua, um amigo me puxou pela mochila enquanto eu passava apressada pela estação de metrô e disse: “Eai, lixo”. Continue lendo “— escuto o silêncio de boca-a-boca, de porta-a-porta”

– A leitura que faço de mim mesma

Olhos pousados nas janelas com uma gota a pender da retina esquerda. Miragens de mim mesma correm na contramão de meu próprio corpo e espírito. É como se tudo o que sou se refletisse nessa janela respaldada pela penumbra das estações da vida. Os tímpanos se ensurdecem com o grave que toca a alma, come o ventre, pisa no próprio raciocínio lógico do termo evasão. Tudo o que eu sou é silvestre, é extinção, é mata fechada para expedição infantil militar depredatória. Bambu por bambu, cipó por cipó, galho por galho, e eu aqui de novo, pulando as arestas de uma selva desmatada pela hipocrisia. Continue lendo “– A leitura que faço de mim mesma”

Eu sou o que as traças deixaram para trás

Meticulosamente as ideias se voltam para um casulo oco. Dormem. Auto se nutrem por lembranças ferrenhas. É tudo pendular, constante e interminável. Escuridão. Paredes negras, solo negro, teto negro. Caixinha de sapatos. Sem forro. Sem seda. Guardada num revestimento de madeira falso, horizontalmente embaixo de roupas antigas, furadas, empoeiradas, destroçadas por traças velhas. Continue lendo “Eu sou o que as traças deixaram para trás”

Canção para o papai

Como eu me orgulho de mim, dia após dia, dando o primeiro passo.
Vai menininha, caminhar sem rodas, caminhar de mãos; dedo com dedo dando choque no coração.
Fala menininha: fala! Diz para o mundo qual é tua missão!
Olha o papai ali…
Olha o papai ali…
De braços abertos te esperando. Continue lendo “Canção para o papai”

Escrevo para não enlouquecer

Implanto as percepções sobre a vida
em cima de linhas brancas
bordadas de linhas finas pretas,
enquanto vou dançando com o tinteiro
pelos arredores de minha mente. Continue lendo “Escrevo para não enlouquecer”

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