Imprópria para banho

A vejo exposta ao sol da manhã com as nádegas apontadas para o céu azul.
Dou uma bebericada numa cerveja gelada enquanto ouço o mar batendo nas pedras.
Ao longe, barcos vem e vão, vem e vão, vem e vão…

Refletindo sobre a vida e os amores perdidos, penso no tanto de sorte que aquele belo corpo exposto ao sol me trouxe e o quanto de fôlego aos pulmões ainda me restam graças aquele par de olhos negros dóceis, sinceros e gentis. Continue lendo “Imprópria para banho”

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Cartas para, Carolina.

Amor, deixo a testa em rugas e os olhos sedentos, mas não é raiva o que sinto, só por hoje, porém, não tão pouco o bastante, não é raiva o que me inflama.
Soletro meu próprio fôlego com versos decassílabos na esperança de trazer novamente um pouco de tom coral à vida. Continue lendo “Cartas para, Carolina.”

A mão e as flores

O nirvana me abraçou e chuviscou na minha orelha

Um batimento cardíaco para dentro do meu tímpano.

Como uma semi-vida, um útero em formação, uma dádiva da vida humana.

Deixo as vazões e me deixo ir, para além do que me transcende…

A janela oposta às costas nuas deixa um horizonte mais verde quando tudo o que você tem é a cinzura.

Tudo esta na pele, no cheiro e na textura. Tudo é pele que reveste. Pele que habita.

Se os corpos habitam a pele, que eu possa morar na pele dela.

Um colo, um assopro um arrepio. É tudo o que peço, mais que isso; imploro.

Quando os cachos negros cheios de brilho, chuvisca no canto da boca, nos olhos e nas orelhas, é um sinal que estou próxima do nirvana.

As rupturas se fazem e as barreias se solidificam. Eu vazo. Escorro e paro; bem diante do peito dela.

Sua companheira para todas as horas

Amor,

Eu a estimo tanto. Hoje pela madrugada, pensei deveras em ti. Meu amor, minha graciosa companheira, hoje é um dia de certa angústia admito, sinto meu coração inquieto e as emoções pisotearem minha mente. Uma inquietação toma conta de meu semblante, me remetendo a memórias passadas, a fatos já consumados. Penso em toda a minha vida, exclusivamente sobre as privações de mim mesma. Confesso-lhe, lágrimas rolam quentes face abaixo, inundando o travesseiro. Sabe meu amor, tenho toda uma vida na inconsistência de incertezas, de medos enfadonhos e mutilações emocionais do próprio ser. Está noite, acometida mais uma vez pela insônia, pensei em diversas coisas que reforçaram ainda mais minha madrugada em claro. Lembrei-me de muitas coisas que gostaria de compartilhar-lhes aqui contigo, para que meu peito se esvazie e minha consciência adormeça. Continue lendo “Sua companheira para todas as horas”

O que é que, Carolina tem?

O que é que tem, Carolina
que meu pouco afeto cativa
que minha sensibilidade aflora?

Se meu corpo possui teu perfume
e na cama agora vazia,
teus fios de cabelo…

então em tudo o que é meu,
tem ela.

Caso minha mente se esvaia
e minha vida decaia,
até no sonho que se perde,
ela me salva.

Me pergunto frequentemente…

O que é que tem, Carolina?
se nos teus braços me calo.
O que é que tem Carolina?
Se nos teus beijos eu me acho.
O que é que tem, Carolina?

Se o que não sou
é agora ela também,
me questiono a todo momento,
O que é que, Carolina tem?

Cartas para Carolina

Amor,

Eu a estimo tanto. Hoje pela madrugada, pensei deveras em ti. Meu amor, minha graciosa companheira, hoje é um dia de certa angústia admito, sinto meu coração inquieto e as emoções pisotearem minha mente. Uma inquietação toma conta de meu semblante, me remetendo a memórias passadas, a fatos já consumados. Penso em toda a minha vida, exclusivamente sobre as privações de mim mesma. Confesso-lhe, lágrimas rolam quentes face abaixo, inundando o travesseiro. Sabe meu amor, tenho toda uma vida na inconsistência de incertezas, de medos enfadonhos e mutilações emocionais do próprio ser. Está noite, acometida mais uma vez pela insônia, pensei em diversas coisas que reforçaram ainda mais minha madrugada em claro. Lembrei-me de muitas coisas que gostaria de compartilhar-lhes aqui contigo, para que meu peito se esvazie e minha consciência adormeça. Continue lendo “Cartas para Carolina”

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