Tem uma Segunda na minha Terça-Feira

Algumas segundas-feiras são solitárias
e você se pega tomando cerveja às 9:30 da manhã
enquanto encara alguns amendoins velhos e rançosos.

O sol bate no parapeito da sua janela
mas pela primeira vez em sua existência
tudo o que você deseja é chuva. Continue lendo “Tem uma Segunda na minha Terça-Feira”

Estranho

Estranhamente estranho; EU.

mepocaliheriaaderito

Estranho é belo

Estranho é interessante

Estranho é exotico

Estranho é o modo como transmites

O teu amor, paixão, e desamores

Através da arte de escrever.

Estranho é o seu penteado

A sua mania de positivismo.

Estranho é o coração de caridade

Que carregas em seu peito.

Estranho é a encarnação das suas palavras

Escritas poeticamente.

Estranho é a maneira como invades

Os corações despreparados, transmitindo

Sentimentos de paixão, amor ,euforia

E até mesmo nostalgia.

Estranho é o seu cabelo, o seu sorriso

Estranha é a sua simplicidade é simpatia.

Estranho é a força que os seu textos transmitem

Levando a consciência de quem os bebe,

O modo real da vida.

Estranho é o seu horizonte difícil de alcançar.

Mepo Caliheria/2017 ( dedicado a Maria Victoria).

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Apenas me deixe partir…

Deixe-me não saber sobre você ou sobre teus segredos que insistem em grudar em minha própria pele.

Por mais longe que eu vá, mais perto meu coração fica de você.

Arrasto um trem com a boca todos os dias na esperança de ser o suficiente para abafar a dor.

Você não sabe, mas o fundo do poço não é fundo o bastante para mim.

Eu realmente peco pelo encontro dos teus olhos e não há vergonha nenhuma nisso.

Mas eu te imploro, apenas me deixe ir…
Mas eu te imploro, apenas me deixe ir…

Você mesma jamais poderá devolver minha sanidade, ninguém poderá.

Então eu me descontrolo enquanto ouço o som da sua voz e bebo um cálice de despedida todos os dias antes da janta.

Eu quero que você prometa que nunca irá partir…

Amanheceu, me viro para o lado e me pergunto. Aonde estará exalando seu perfume agora?

 

Um filme na janela

Um longa metragem sobre a própria vida na janela de um ônibus qualquer

A vida é tão diferente quando as outras vidas passam correndo lá fora ao contrário da nossa direção

Um braço se estende
Um sorriso se acende

Parece até que o universo conspira ao nosso favor, ou talvez não

Eu olho os faróis e não entendo porque eles não somem quando estamos com pressa

O que eu fiz da minha vida porque até aqui nada mudou

Todo o dia viajando na mesma janela em busca de um sol que me esquente ou de uma sombra que me cubra do sol

A música no estéreo rola. Bossa nova, made in Brasil

Estaciono meus pensamentos em vagas já preenchidas e deixo o motor morrer só para ver se uma alma caridosa me ajuda a botar no lugar a minha própria existência

Todas as janelas do mundo jamais serão o bastante para contracenar comigo

E eu sigo, persigo, rumo a um itinerário qualquer.

Reticências de Nós

Nossas falas estão ausentes já faz um tempo

Nossas mãos estão ausentes já faz um tempo

Nossos olhos estão ausentes já faz um tempo

Nossas bocas estão ausentes já faz um tempo

 

Quando o telefone toca e do outro lado eu ouço; silêncio,

Permaneço breve, intacta

Enquanto você, breve, muda.

 

Vez ou outra consigo te reexistir em meus sonhos

E neles a despedida não se tornou um adeus eterno

Por que ironicamente ainda sorrimos juntas

Segurando a mão uma da outra como um ato de promessa.

 

Sabe, não posso viver só de ausências e sonhos

Talvez a vida seja mais do que isso

Quem sabe eu mereça bem mais do que isso.

 

Cada passo dado

Cada corpo selado

Cada fala dita

Hoje nada mais é

Pois nada mais somos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Perdendo as estações

Olho para os olhos e estes olhos também me olham. Ouço sinos, melodias de capelas cistinas. Por um instante me pego querendo tocar a sua boca, e isso parece algo tão inalcançável que rapidamente me sinto vencida.

As palavras vêm e as palavras voam, chega perdemos o tempo e erramos as estações. Você sabe, tudo o que temos agora é; calor. Um calor abafado, úmido, estéreo… ensurdecedor.

Vozes aos montes, falas ditas através do suor de corpos desconhecidos.

Tento me evitar, mas te evito. Me afasto, mesmo ainda não me distanciando das emoções que você me causa, e não há dúvidas, meus dedos em brasas se carbonizam loucos para tocar a sua pele.

Olhos me olham nos olhos, depois olhos me olham na boca, depois palavras se compactuam e depois a despedida vem.

Hoje fomos breves, porém nossos laços duraram mais que três estações.

Rouca pelo veto

No meio de todas as coisas;

Pigarros.

Corre frio na garganta e para. ao sul;

De coisa nenhuma.

Quando a voz pensa em falar;

Cala-se.

E se corpo gritasse?

Morte!

Quanto vale?

Por onde andam os sapatos
Que pousavam na janela?
As horas motrizes
Que derramavam flores belas?
Ruas de pedras,
Selvas, relvas
Cantigas
Cirandas…

Quanto vale uma criança
Sorrir enquanto os descalços pés
Mesclam ao sol quente do asfalto?

Rodas aos montes
Girando por sorrisos,
Infantis, doces e despreocupados.

Antes que eu não me rime

O almoço esfria caso você não chegue.

A samambaia morre caso você não regue.

E eu,

Eu me deito triste, cansada, sofrida.

 

Temo para sempre sentir falta,

Falta de uma rima que não rime

Caso não termine com;

O – R.

 

Então me complete

Antes que este dia seja o último

Antes que o prato vá para o lixo

Cheio de desperdícios…

 

Antes que eu não consiga mais rimar

A – M – O – R

Com qualquer outra coisa.

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