Eu – Fragmentada

Falida humanidade.

Bebo a rapa do tacho com gosto de detergente. A embalagem diz: sabor coco. Um senhor trás os olhos tristes pela terceira vez seguida ao tentar embarcar com sua cadeira de rodas em um ônibus laranja. Ninguém para! Continue lendo “Eu – Fragmentada”

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Eu – Fragmentada

Tenho meus pulmões empesteados de mucosa verde. Não respiro decentemente a cinco dias. Caminho cada vez mais lenta por causa de meus parafusos e placas de metal… Continue lendo “Eu – Fragmentada”

Eu – Fragmentada

Triste estou.

Olho para mãos idosas e gentis sutilmente colocadas em cima de ombros cansados. Ombro e mãos se acompanham enquanto tragicamente são empurrados por uma pilha de corpos jovens e enérgicos. Continue lendo “Eu – Fragmentada”

Eu – Fragmentada

Tenho um braço roçando nas horas que foram postas sobre a mesa, e estes braços contém um sal amargo, daqueles que deixam a língua reclusa novamente para dentro da boca.

Olho para o reflexo que meus olhos atingem e estes mesmos olhos dão de cara com cílios pulsantes e gentilmente educados. Continue lendo “Eu – Fragmentada”

No calendário: 07 de março de 2018

Nas lacunas em que me encontro, tento me autossustentar com vigas fortes o bastante. Mas infelizmente, tenho pés frágeis demais para caminhar. Continue lendo “No calendário: 07 de março de 2018”

Derivações de uma sexta-feira

3:12 da manhã. O sono não me invade, ao contrário, me mutila a mente, me castiga a carne. Penso nas atrocidades da vida, na personalidade e no egocentrismo das pessoas, em idas ao psicólogo, em porres de cerveja, em lâminas rasgando meus pulsos.
 
Tudo, tudo agora gira em torno de meu egoísmo, desde as garrafas desalinhadas até as pequenas coisas escritas em papeis amassados dentro das gavetas de minha escrivaninha, tudo gira em torno de meu egoísmo de certa forma.

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A ligação que nunca consegui finalizar

Embaraço as palavras do mesmo modo que embaraço o sorriso e camuflo o olhar.

Às vezes não é perceptível, mas seria tão mais fácil se de longe você pudesse sentir que meus instintos procuram por você.

Alguém diz: “Você está esperando por alguém?”

E eu digo: “Não.”

Alguém diz: “Tem certeza?”

E eu digo: “Absoluta.”

Por que mentimos para nós mesmos? Por que ao menos para nós não podemos escancarar a verdade?

Esse é o mal do século. Esse grande esconde-esconde individual. Continue lendo “A ligação que nunca consegui finalizar”

Eu – Fragmentada

Eu reuso todo meu cérebro constantemente para recriar coisas antes perdidas ou fases com nós jamais desfeitos. Às vezes, um trecho, vez ou outra um abismo, mas certamente uma racionalização transcendente de completa aventura.

Hora já fui fogo, chama de queimadura com alto grau de reversão. Hora sou água choca. Hora sou gás de tubaína. Hora sou rocha milenar. Entretanto, não sou santa e nem sou fã de um pau oco.

Dona de meu próprio corpo, fazedora de minhas próprias regras. Negra, lésbica, pobre, feminista, militante, idealizadora, apaixonada, devoradora de livros, escrevente de pensamentos sórdidos, amante da insônia, casada com a depressão, filha de mãe sem pai.

Por hoje é só… até semana que vem no mesmo bate blog!

Com amor, Mortis

Cara amada, lágrimas rolam sem eu saber o motivo de tal existência. Me permaneço agora perdida, mergulhada em ideias sortidas e devaneios conturbados. Olho ao redor de mim; escuridão.

Toneladas aconchegam-se em meus ombros e fazem moradia, por fim, prevejo outra noite acasalando-me com minha amante: insônia!

Hoje o dia foi perdido, as horas se baniram em minha vida, envelopada numa correspondência que jamais terá um destinatário. Em mim, órgãos doem sem doer, pedindo por uma falência causada pelo enterro de algum vício mortal qualquer… Continue lendo “Com amor, Mortis”

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