Eu – Fragmentada

Eu reuso todo meu cérebro constantemente para recriar coisas antes perdidas ou fases com nós jamais desfeitos. Às vezes, um trecho, vez ou outra um abismo, mas certamente uma racionalização transcendente de completa aventura.

Hora já fui fogo, chama de queimadura com alto grau de reversão. Hora sou água choca. Hora sou gás de tubaína. Hora sou rocha milenar. Entretanto, não sou santa e nem sou fã de um pau oco.

Dona de meu próprio corpo, fazedora de minhas próprias regras. Negra, lésbica, pobre, feminista, militante, idealizadora, apaixonada, devoradora de livros, escrevente de pensamentos sórdidos, amante da insônia, casada com a depressão, filha de mãe sem pai.

Por hoje é só… até semana que vem no mesmo bate blog!

Com amor, Mortis

Cara amada, lágrimas rolam sem eu saber o motivo de tal existência. Me permaneço agora perdida, mergulhada em ideias sortidas e devaneios conturbados. Olho ao redor de mim; escuridão.

Toneladas aconchegam-se em meus ombros e fazem moradia, por fim, prevejo outra noite acasalando-me com minha amante: insônia!

Hoje o dia foi perdido, as horas se baniram em minha vida, envelopada numa correspondência que jamais terá um destinatário. Em mim, órgãos doem sem doer, pedindo por uma falência causada pelo enterro de algum vício mortal qualquer… Continue lendo “Com amor, Mortis”

Eu – Fragmentada

As vezes passo dias sem dormir.

Um eterno tormento.

Lágrimas rolam.

O peito chora.

É só um aviso.

Uma correspondência.

A depressão vem ai…

 

1o anos se passaram, e ela aqui, sentada ao meu lado, namorando comigo. Me acarinhando, me presenteando. Ela faz eu me sentir refugiada e grita o tempo todo na minha cara o quanto eu estou sozinha e que ninguém vai querer me salvar!

Eu vivo num relacionamento abusivo. E a depressão é quem deveria estar presa, não eu. Continue lendo “Eu – Fragmentada”

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